12
|
sindicatos em ação
| abril 2017
O Deseg acompanha o assunto
compliance
com inte-
resse buscando gerar valor para a indústria e para a
sociedade. Em 2016 o tema integrou o Congresso de
Segurança promovido em parceria com a Associação
Brasileira de Profissionais de Segurança (Abseg) e as
discussões foram transformadas em textos a serem di-
vulgados ainda neste ano com objetivo de orientar as
ações das empresas.
Na avaliação do diretor do Deseg, as empresas nacio-
nais, depois da edição da lei começaram a estruturar
áreas específicas para o
compliance
, como departa-
mentos ou áreas corporativas que devem promover a
cultura de integridade baseada em princípios, valores
e conduta ética e legal, para prevenir e impedir práti-
cas ilícitas e assim proteger a organização de sanções
administrativas e legais. "A abrangência e a responsa-
bilidade dessa função requer ascendência sobre qual-
quer componente da organização."
De modo geral Coelho diz que o benefício direto para a
empresa da implantação do
compliance
é a defesa mais
consistente diante de ações administrativas ou judiciais
que envolvam corrupção, mas pode ir muito além. "É
a oportunidade para aumentar a competitividade, na
medida em que contribui para a boa gestão", comenta.
A punição por eventual ineficiência na gestão de ris-
cos operacionais é representada por perdas contínu-
as, que corroem a lucratividade. As empresas podem
evoluir sem depender do marco legal, explica. Uma
área de
compliance
pode liderar mobilização interna
em direção às boas práticas de segurança, proteção,
contribuindo muito para a eficácia de ações de conti-
nuidade de negócios.
É muito importante destacar, no entanto, que a iden-
tificação, análise e tratamento de riscos exige integra-
ção entre as diversas áreas da empresa e adoção de
boas práticas. Logo, controles de procedência,
due
dilligence, compliance
da cadeia de fornecedores e ou-
tras medias serão analisadas em contexto mais am-
plo, por especialistas e áreas de papéis diferentes, mas
de objetivo único: proteger a organização, torná-la
resiliente, competitiva, menos vulnerável e refratária
a práticas criminosas.
A abrangência e a
responsabilidade
dessa função requer
ascendência sobre
qualquer componente da
organização."
organizar
D E S E G