abril 2017 |
sindicatos em ação
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C A PA
Para medir os efeitos dessa redução, o Depar de-
senvolveu um projeto piloto com seis Sindicatos:
Sinditêxtil, Sindiplast, Sinduscon, Sinaees, Sipatesp
e Simabes, além da Fiesp, Ciesp, Sesi e Senai. As en-
tidades indicaram algumas de suas empresas asso-
ciadas que serviram de base para o trabalho.
Ao todo 30 empresas participaram do processo que
avaliou cerca de 30 mil vidas. "Fizemos um estudo do
período de 2010 a 2016 e ficou claro que todas as em-
presas tinham alguma coisa que poderia ser melhora-
do em seus índices", explica o diretor Sylvio de Barros.
As 30 empresas participantes integraram 13 divisões
de CNAE (Classificação Nacional de Atividade Eco-
nômica), dentre elas: fabricação de produtos alimen-
tícios, têxteis, celulose, papel e produtos de papel,
produtos químicos, farmoquímicos e farmacêuticos,
de borracha e de material plástico, metal, exceto má-
quinas e equipamentos, de informática, produtos
eletrônicos e ópticos, máquinas, aparelhos de infor-
mática e materiais elétricos, construção de edifícios,
comércio por atacado, exceto veículos automotores e
motocicletas, educação e atividade de organizações
associativas.
O relatório final apontou inconformidades entre os
dados do INSS e da Empresa; análise da evolução
de acidentalidade e seus indicadores de frequên-
cia, gravidade e custo individual de cada empresa;
análise da evolução dos indicadores de frequência,
gravidade e custo do setor econômico ao qual a
empresa está vinculada; identificação e apresenta-
ção da economia potencial da empresa quando da
implantação de uma gestão em Segurança e Saúde
no Trabalho; apresentação das melhorias necessá-
rias na gestão em segurança e saúde no Trabalho
da empresa, para reflexão no potencial ganho de
competitividade e significativo retorno econômico.
PROJETO
PILOTO
"Pela nossa avaliação se tivéssemos acidentali-
dade zero, haveria uma redução de mais de R$
140 milhões", explica Barros. No total o resulta-
do do Projeto Piloto foi de Tributação e Redu-
ção Potencial entre 2010 e 2016:
O vice-presidente de Relações Capital-Tra-
balho e Responsabilidade Social do Sindus-
Con-SP, Haruo Ishikawa, uma das Entidades
participantes do Projeto, diz que o mais pre-
ocupante é que a maioria das empresas não
“sabe do que estamos falando”. Ele diz que seu
Sindicato tem empresas com 25 ou 30 funcio-
nários e outras com 10 mil e mesmo nas gran-
des o Departamento Jurídico não sabe como
fazer. “É um imposto que você pode reverter.
Acho que nessa questão a ferramenta é funda-
mental para analisar o fator.”
Fizemos um estudo do
período de 2010 a 2016
e ficou claro que todas as
empresas tinham alguma
coisa que poderia ser melhorado
em seus índices."
CUSTO DA TRIBUTAÇÃO
R$ 307.203.069,09
POTENCIAL DE REDUÇÃO
R$ 167.281.304,60
(ACIDENTALIDADE ZERO)