julho 2014 |
sindicatos em ação
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sincobesp
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A revista Graxaria Brasileira publicou na edição
de junho de 2014, artigo do advogado, professor e
colaborador do Sincobesp (Sindicato Nacional dos
Coletores e Beneficiadores de Subprodutos de Ori-
gem Animal) André Geraldes, sobre a Reciclagem
Animal diante da Política Nacional de Resíduos
Sólidos (PNRS).
Segundo o presidente do Sindicato, Gustavo
Razzo Neto, o setor tem se valido deste e de
outros estudos sobre o assunto, com a finalidade
de sensibilizar as autoridades sobre a importân-
cia do setor, sua colaboração para a melhoria de
vida nos grande centros e a necessidade de um
tratamento diferenciado que permita ao setor um
crescimento forte e sólido.
Segundo o artigo, os Resíduos Sólidos propor-
cionam boas oportunidades, uma vez que o lixo
pode gerar riquezas. Infelizmente não é o que está
acontecendo. Atualmente o Brasil, gera diaria-
mente, 170 mil toneladas de resíduos, e 40% disso
vão para lixões ou aterros irregulares, causando
enormes danos à saúde pública, e qualidade do
meio ambiente, bem como prejuízos à economia.
Os frigoríficos que geram resíduos tais como san-
gue e osso disponibilizam para as indústrias que os
transformam em farinha de sangue de osso. Tais in-
dústrias, por sua vez, fornecem estes produtos como
insumos para ração animal.
O setor de reciclagem animal, em consequência está afi-
nado com os princípios norteadores da PNRS, notada-
mente os da prevenção (impedindo/mitigando danos),
o da precaução (gerenciando riscos à saúde pública e a
qualidade ambiental), o do desenvolvimento sustentá-
vel (maximizando ganhos econômicos e sociais e mi-
nimizando impactos negativos), o da ecoeficência, o da
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos
produtos e, sobretudo, o de reconhecimento do resíduo
sólido reutilizável e reciclavél como um bem econômi-
co e de valor social, gerador de trabalho e renda.
A
R E C I C L A G EM
animal diante
da PNRS
André Geraldes
Gustavo Razzo Neto
Diante do papel estratégico do
setor de reciclagem animal, que
já atende aos objetivos e dire-
trizes da PNRS, conclui-se que
o setor deveria ter pleno acesso
aos incentivos fiscais, financei-
ros e creditícios previstos no
artigo 42 da mencionada Lei.
Isso iria criar um ciclo virtuo-
so, pois cada vez mais as indús-
trias do setor iriam adotar novas
práticas e tecnologias ditas eco
eficientes, proporcionando uma
situação win-win, com ganhos
para o meio ambiente e também
para a produtividade das indús-
trias de graxaria.